Tomada de decisões O gestor de finanças deve se antecipar para que possa tomar melhores decisões. Isso pode ser feito, por exemplo, através da análise de cenários, observando a volatilidade do mercado, os riscos envolvidos nos investimentos, avaliando o custo de financiamentos, dentre outras questões. Todas as importantes decisões relacionadas às finanças dependerão de variáveis complexas, que precisam estar alinhadas com a estratégia do negócio. A análise de investimentos é um dos mais importantes papéis do gestor financeiro e envolve diversos indicadores de performance, como o Playback, TIR (taxa interna de retorno), VPL (valor presente líquido), dentre outros, e para que as decisões sejam concretizadas, o gestor financeiro precisa se munir de informações provenientes de projeções financeiras, por meio de diversos métodos de análise de investimentos, bem como estar a par da estratégia do negócio.

Melhor decisão

Somente após a análise de cada cenário e suas variáveis é que será possível decidir qual será a melhor escolha. Mas, como saber qual a melhor? Será aquela que apresentar maior retorno, ou seja, que traga melhor rentabilidade no menor tempo, com menor risco e que esteja totalmente alinhada com a estratégia do negócio. A melhor decisão deve fazer com que a empresa cumpra seu papel diante de seus stakeholders (investidores, clientes, fornecedores, dentre outros) e com a sociedade como um todo. A estrutura financeira da empresa também deve ser constantemente avaliada pelos gestores financeiros. Os níveis de endividamento com terceiros (passivos) devem ser monitorados bem como o custo deste capital, tendo em vista que o mesmo onera a empresa e, a depender do modo como foram negociados estes contratos, poderão fazer com que a empresa perca competitividade no mercado.

Conhecimentos e experiências

A apuração mensal e análise do resultado econômico e financeiro também é fator primordial para que as decisões estratégicas em finanças sejam assertivas. Conhecer o lucro operacional através da DRE – Demonstração do Resultado do Exercício, projetar cenários financeiros através do Fluxo de Caixa Projetado, entender os ciclos operacional, econômico e financeiro do negócio, conhecer a necessidade de capital de giro, apurar e analisar periodicamente o EBITDA (representa a geração de caixa operacional da organização), entender e avaliar riscos e cenários, dentre outros fatores, compõem o acervo de conhecimentos e experiências necessárias a que sejam tomadas decisões estratégicas em finanças.">
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IEL
2019 – Um novo ano para um novo ciclo?

É hora de refletirmos sobre o que passou e trabalharmos para crescer em 2019

Entra ano, sai ano, os economistas são chamados a formular previsões para o crescimento econômico, uma tarefa tão ingrata quanto aquela do meteorologista. Afinal, há tantas variáveis a se considerar que, na prática, é impossível monitorar todas elas, fato que ajuda a justificar os erros recorrentes nas previsões. Ainda assim, tais projeções são importantes, pois auxiliam no pensamento sobre as variáveis mais importantes para determinar o resultado. Quando se considera o cenário como um todo, consegue-se refletir sobre os diferentes caminhos que podem vir pela frente, com base nas melhores informações disponíveis até o momento. Nesse caso, fica mais fácil adaptar os cenários conforme novos acontecimentos vão se desenrolando.

O que se percebe é que um ciclo se fecha para dar início a outro

E, como sempre, fazemos diversas promessas repetidas: parar de fumar, beber, começar uma dieta, academia, guardar dinheiro, investir na carreira, mudar o rumo da empresa etc. Aposto que muita gente, em 2018, tenha traçado seus objetivos, mas também tenho a convicção de que foram poucos os que realmente conseguiram dar seguimento aos seus planos com êxito. Mas, saindo do plano pessoal, sempre é bom olharmos para trás para planejar o que está por vir. Com a perspectiva de um novo governo, muitos estudiosos de mercado afirmam que bons ventos nos esperam neste ano, mas claro que tudo é previsão e não afirmação.

A economia brasileira emite sinais mais robustos de que a maior recessão já registrada ficou para trás, vista pelo retrovisor, com melhora nas principais variáveis macroeconômicas acompanhadas: i) inflação em baixo patamar e comportada; ii) queda da taxa de juro; iii) crescimento da atividade econômica, iv) apesar de lenta, queda da taxa de desemprego; v) contas externas aparentemente ajustadas; e vi) retomada do crédito. É bem verdade que não está uma maravilha, mas vários passos já foram dados. As consultorias econômicas do mercado bem como as agências internacionais preveem um crescimento do PIB brasileiro para o ano de 2019 em torno de 2,8%. Talvez não voltaremos aos níveis de investimentos de 2008-2012, mas há uma crescente que tende a ser sustentável. Nota-se que o consumo está mais controlado e cuidadoso. Pesquisas apontam que três áreas crescerão mais do que a média: beleza e cuidados pessoais, cuidados com a casa (o que inclui decoração) e lifestyle consciente (alimentação saudável, compras no bairro, “faço tudo a pé”).

Os acessos à internet continuarão em crescimento e devem manter trajetória ascendente em 2019 bem como a utilização de dispositivos móveis, a banda larga e o comércio eletrônico. Em 2018, vimos cada vez mais  a consolidação da internet como meio fundamental para pesquisa, discussão e decisão de compra em diversas categorias de produtos e serviços. Dessa forma, é claro que estar presente de ativamente e impactante na rede é fundamental às marcas. É válido refletir sobre as redes sociais que devem continuar sendo a grande vedete do momento, pois ninguém vive sem o “Google” ou outra ferramenta de busca, fazendo com que a exposição seja maior e o risco de imagem também.

Novos cenários implicam em novos hábitos

Essa mudança nos faz refletir que o consumidor brasileiro deverá priorizar a economia e o pagamento de dívidas. O planejamento de gastos familiares e a educação financeira pessoal são novidades em seu cotidiano, revelando um crescimento da maturidade de consumo.

Face ao cenário apresentado, e em analogia ao ano que se inicia, espera-se do empresário e gestor brasileiro, uma mudança no perfil de gestão, com grande foco na busca por melhorias da Gestão de Negócios, no que tange à Gestão de Finanças mais profissionalizadas, Gestão de Riscos e Controles Internos. É imprescindível ter uma boa plataforma de TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação somada às mudanças dos meios de pagamentos, tendo como consequência o aumento de Segurança da Informação.

Outro ponto importante seria reforçar os sistemas humanos organizacionais, dando ênfase a programas de retenção e capacitação eficientes e que priorizem a competitividade empresarial. Precisamos repensar os modelos de gerenciamento, compensação e promoção de pessoas nas organizações que ainda é arcaico, não estimulam a criatividade e continuam favorecendo as pessoas que agradam os “chefes” ou se parecem mais com eles. O modelo adotado é a “compra” de algumas horas das pessoas para ficarem dentro do ambiente corporativo cumprindo funções pré-estabelecidas. Esse modelo vem da Segunda Revolução Industrial, quando os empresários perceberam que fazia mais sentido colocar as pessoas trabalhando em seus ativos e imóveis, pagando pelas horas trabalhadas, em vez de comprar os produtos oferecidos por essas mesmas pessoas. É lógico que esse modelo, em várias atividades, teve um impacto extremamente positivo nos modelos de produção, na evolução dos produtos, na tecnologia, na escalabilidade e na criação das grandes corporações. No entanto, as pessoas foram perdendo a individualidade, passando a praticamente “pertencer” à organização na qual trabalhavam, realizando atividades mecânicas e repetitivas.

Com base nesta análise, o que se espera de líderes e empresas, neste ano que se inicia, é um maior alinhamento das pessoas com os processos que realmente agregam valor ao negócio, proporcionando uma maior satisfação dos clientes e, assim, resultando numa maior rentabilidade e crescimento sustentável. Pense nisso e FAÇA um excelente 2019!

Marcos Braun

Sobre o Autor: Marcos Braun

Graduado em Pedagogia e Marketing e Especialista em Estratégia e Gestão Empresarial (UFC), com MBA em Marketing e em Gestão de Pessoas (FGV/RJ), MBA Executivo Internacional (University of California - Irvine/EUA), MBA em Finanças e Políticas Públicas (University of Chicago - Illinois/EUA) e MBA Executivo Sênior (COPPEAD/UFRJ). Curso de extensão em Business and Economic Strategies for Managers (Hong Kong - China). Curso de Gestão da Mudança e Competitividade Global (University of San Diego - CA/EUA). Certificação Internacional em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching e ICC. Practitioner em PNL.
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