Tomada de decisões O gestor de finanças deve se antecipar para que possa tomar melhores decisões. Isso pode ser feito, por exemplo, através da análise de cenários, observando a volatilidade do mercado, os riscos envolvidos nos investimentos, avaliando o custo de financiamentos, dentre outras questões. Todas as importantes decisões relacionadas às finanças dependerão de variáveis complexas, que precisam estar alinhadas com a estratégia do negócio. A análise de investimentos é um dos mais importantes papéis do gestor financeiro e envolve diversos indicadores de performance, como o Playback, TIR (taxa interna de retorno), VPL (valor presente líquido), dentre outros, e para que as decisões sejam concretizadas, o gestor financeiro precisa se munir de informações provenientes de projeções financeiras, por meio de diversos métodos de análise de investimentos, bem como estar a par da estratégia do negócio.

Melhor decisão

Somente após a análise de cada cenário e suas variáveis é que será possível decidir qual será a melhor escolha. Mas, como saber qual a melhor? Será aquela que apresentar maior retorno, ou seja, que traga melhor rentabilidade no menor tempo, com menor risco e que esteja totalmente alinhada com a estratégia do negócio. A melhor decisão deve fazer com que a empresa cumpra seu papel diante de seus stakeholders (investidores, clientes, fornecedores, dentre outros) e com a sociedade como um todo. A estrutura financeira da empresa também deve ser constantemente avaliada pelos gestores financeiros. Os níveis de endividamento com terceiros (passivos) devem ser monitorados bem como o custo deste capital, tendo em vista que o mesmo onera a empresa e, a depender do modo como foram negociados estes contratos, poderão fazer com que a empresa perca competitividade no mercado.

Conhecimentos e experiências

A apuração mensal e análise do resultado econômico e financeiro também é fator primordial para que as decisões estratégicas em finanças sejam assertivas. Conhecer o lucro operacional através da DRE – Demonstração do Resultado do Exercício, projetar cenários financeiros através do Fluxo de Caixa Projetado, entender os ciclos operacional, econômico e financeiro do negócio, conhecer a necessidade de capital de giro, apurar e analisar periodicamente o EBITDA (representa a geração de caixa operacional da organização), entender e avaliar riscos e cenários, dentre outros fatores, compõem o acervo de conhecimentos e experiências necessárias a que sejam tomadas decisões estratégicas em finanças.">
descer
IEL
Critérios para atingir a Excelência Gerencial – 2ª parte

Olá, tudo bem? Você já sabe que traçar planos e estratégias alinhados a uma liderança efetiva são condições necessárias para iniciarmos a obtenção de uma gestão excelente. Agora, vamos dar continuidade aos nossos critérios. Hoje, os temas serão: Clientes, Sociedade e Informações e Conhecimento.

  1. CLIENTES

Talvez você ainda não tenha se perguntado, mas quem são seus clientes? Você os conhece? Sabe o que esperam de você? Para isso, você precisa identificar suas necessidades e expectativas. E qual a diferença entre necessidade e expectativa? Bem, exemplificando, a necessidade é aquilo que você realmente precisa, é “o que” você quer, como beber água. A expectativa, por sua vez, é a maneira que você quer, é o “como” você quer. Seguindo o exemplo da água, sua expectativa vai desde poder beber água limpa e potável, até a temperatura ideal etc.

A Excelência Gerencial pressupõe que a organização seja capaz de atender às necessidades e superar as expectativas dos clientes. E, para isso, é importante que, quando apropriado, os clientes sejam definidos, identificados e segmentados, permitindo assim que seus requisitos sejam compreendidos e trabalhados para que sua satisfação possa ser alcançada.

Outro ponto importante é a própria definição do termo “cliente”. O cliente é aquela pessoa (física ou jurídica) que tomou (pode ser cliente fiel ou que já teve alguma experiência com sua organização), que toma (cliente em atendimento ou no ato da compra) ou que tomará (cliente potencial) a decisão de comprar. Desta forma, trabalhar com a classificação de clientes “antigos”, atuais e potenciais (clientes potenciais são aqueles que poderiam ser seus clientes, mas de alguma forma ainda não são) também permite que seja alcançado o patamar da excelência.

O cliente é o termômetro da qualidade de sua organização. Se ele estiver satisfeito, parabéns! Você tem qualidade.

  1. SOCIEDADE

Em todas as organizações de “Classe Mundial”, ou seja, as organizações excelentes, a sociedade configura-se como uma das partes interessadas. Nesse elemento, estão inclusos o entorno da organização, o governo, o meio ambiente etc. E, semelhantemente aos clientes, a sociedade tem suas necessidades e expectativas, que devem ser entendidas e atendidas.

Podemos, objetivamente falando, dizer que as decisões e ações que envolvem uma organização excelente devem ser ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis.

Em relação ao meio ambiente, deve-se fazer o levantamento de aspectos e impactos ambientais. Temos que partir do pressuposto que toda atividade econômica, a partir de seus aspectos, gera algum impacto ambiental. Existe uma relação de causa e efeito, onde os aspectos internos são considerados como causa e os impactos externos são considerados como efeito. Devemos identificá-los e tratá-los. De forma similar, devem ser considerados os aspectos e impactos sociais. Lembrando sempre do atendimento a legislação pertinente.

Como a organização é composta por pessoas, elas devem ser constantemente conscientizadas sobre as questões socioambientais. Para isso, as questões éticas devem ser tratadas com muito zelo, pois são os princípios e valores individuais que farão com que a força de trabalho esteja alinhada e envolvida com essas questões, inclusive pela promoção de políticas não discriminatórias dentro e fora da organização.

  1. INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO

A gestão da informação é um elemento estratégico essencial para o sucesso. Para entendermos sua importância, basta pensarmos nas respostas para as seguintes questões: como captar as necessidades dos clientes e da sociedade sem o levantamento de informações? Como gerenciar pessoas e processos, sem informações e conhecimento? O que são os resultados, senão as informações sobre o que foi realizado pela organização e o conhecimento adquirido por ela? Portanto, a gestão da informação e do conhecimento irá permear toda a gestão de uma organização que busca a excelência.

Para gerenciar informações precisamos de critérios que definam quais dados devem ser coletados, como deve ser feita sua coleta e a quem se destinam as informações geradas a partir desses dados. Basicamente, a organização deve identificar e coletar dados, classificar e analisar as informações para sustentar as decisões.

Ah, e o conhecimento? Talvez você esteja se perguntando… Mas é bem simples! Os dados, após processados, transformam-se em informações, que, após serem analisadas, geram o conhecimento, que, quando aplicado, produz o tão falado aprendizado organizacional. Muitas vezes o termo informação é associado às soluções informatizadas, entretanto, não são a mesma coisa. As soluções informatizadas são meios para facilitar a gestão da informação, enquanto a gestão da informação é bem mais ampla. A definição dos sistemas de informação faz parte de uma gestão excelente, bem como a garantia da segurança das informações.

Quando falamos em coisas boas, é normal que se questione: é bom para quem? E, para isso, devemos buscar informações comparativas. Se desejamos ser excelentes, precisamos nos comparar com outras organizações e, preferencialmente, superá-las. Daí, podemos nos valer do bom e velho benchmark e de informações publicadas pelos concorrentes ou outras organizações com as quais queremos nos comparar.

Bruno Fremdling

Sobre o Autor: Bruno Fremdling

Bacharel em Administração na Universidade Federal do Ceará, pós-graduado em Gestão da Qualidade e Engenharia de Produção pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação. Atuou em mais de 100 organizações e agora é diretor e consultor da Agnus Consultoria Empresarial e professor da Unifor. Tem experiência com Sistemas de Gestão Integrado (qualidade, meio ambiente, responsabilidade social e saúde e segurança no trabalho), Planejamento Estratégico, Balanced Scorecard, 5S, MASP, Six Sigma, CEQ, Coaching e outros.
Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *