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Critérios para atingir a Excelência Gerencial – 3ª parte

Primeiramente, sucesso para você! Já pesquisou bastante sobre como estabelecer políticas voltadas ao Clientes, Sociedade e Informações e Conhecimento? Esperamos que sim. Agora, finalizando, abordaremos conteúdos sobre Pessoas, Processos e Resultados. Aproveite!

  1. PESSOAS

As pessoas são, em qualquer organização, a base para todos os modelos de gestão que se possa imaginar. Para falarmos em organizações excelentes, é claro que precisaremos falar em pessoas excelentes.

A Gestão de Pessoas deve sempre atuar alinhada às estratégias da organização e, assim, desempenhar suas funções buscando soluções para os desafios clássicos de atrair e reter talentos. Para isso, deve começar com a estruturação de cargos e funções, definindo as competências necessárias para cada cargo, bem como seu posicionamento hierárquico, deixando claro suas atribuições, responsabilidades e autoridades.

Partindo dessa definição da estrutura do sistema de trabalho com base na descrição dos cargos, deve-se buscar pessoas dentro do perfil determinado, permitindo assim que sua organização tenha a pessoa certa para o cargo certo, e isso será o primeiro passo para que ela seja excelente.

Bem, agora que você já tem a pessoa certa para o cargo certo, ainda falta pensarmos em capacitação e desenvolvimento, avaliação de desempenho e motivação.

Muitas vezes, ouço o termo capacitação e desenvolvimento sendo tratado como se fosse uma coisa só, mas não é. Capacitação é toda ação que tem por objetivo tornar a pessoa apta a exercer suas funções. Um treinamento de integração, onde são apresentados os padrões de trabalho e normas da empresa, é um bom exemplo de capacitação. Já o desenvolvimento envolve ações que permitem ao colaborador evoluir como pessoa e profissional. São ações que permitem progressão na carreira. Um trabalho feito por um profissional de coaching pode ser um exemplo de ação de desenvolvimento.

Para falarmos sobre pessoas excelentes precisamos de parâmetros para avaliar seu desempenho. A avaliação de desempenho permite ao colaborador identificar pontos de melhoria e auxilia a organização a tomar decisões para ajustar seu quadro de pessoal, quando necessário.

Pois bem, mas as pessoas podem estar numa estrutura de trabalho excelente, capacitadas, sendo desenvolvidas e avaliadas, mas ainda assim não serem excelentes. O que falta, então? Motivação. A motivação deve ser trabalhada com políticas de remuneração, para suprir as necessidades básicas, pois sem elas não podemos falar sobre motivação. Sabemos que salário não motiva, movimenta pessoas, então devem ser adotadas, também, políticas de reconhecimento e incentivo, pois assim, a pessoa certa, no cargo certo, poderá ser excelente.

  1. PROCESSOS

Acho curioso falar sobre processos. Você acredita que muitas vezes o termo “processo”, dentro das organizações, ainda remete apenas a um monte de papeis que tratam sobre algo? Não está errado, mas quando tratamos de gestão, vale aquela velha e boa definição: “conjunto de atividades inter-relacionadas que transformam entradas em saídas, insumos em produtos”. Gosto de resumir dizendo que tudo pode ser entendido como processo, desde a tarefa mais simples até a própria empresa. Tudo é processo.

Na busca pela excelência, os processos devem ser compreendidos como finalísticos (relacionados diretamente com a atividade fim) e de apoio (todos os outros, em especial os processos que estão relacionados à gestão).

Desenhar, modelar ou mapear os processos é importantíssimo, pois permitirá maior compreensão sobre o funcionamento do processo e, consequentemente, seu gerenciamento. O importante quando você for estruturar seus processos é que eles estejam, pelo menos, definidos quanto aos produtos (resultado esperado do processo), aos insumos (desde matéria-prima até informações), considerando pessoas envolvidas, infraestrutura necessária, padrões de trabalho e a forma como o processo é medido (indicadores).

Todo processo deve ser controlado e, quando apropriado, suas não conformidades (desvios em relação ao que foi planejado inicialmente ou, em outras palavras, quando o padrão não for seguido) devem ser registradas e tratadas, tanto por meio de correções (ações que eliminam a não conformidade) quanto por ações corretivas (ações que eliminam a causa das não conformidades para evitar sua repetição).

Outro elemento importante para alcançar a excelência gerencial, no que se refere à gestão dos processos, é como eles devem ser analisados e melhorados. Ou seja, organizações excelentes analisam seus processos, considerando aqueles elementos que citamos quando falamos sobre sua estrutura, e, em seguida, com base no resultado desta análise, decidir sobre ações para melhorar seu funcionamento.

  1. RESULTADOS

Bem, até agora falamos sobre processos gerenciais, liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informação e conhecimento, pessoas e processos. Então, chegou a hora de falar sobre o que interessa: resultado. Claro! Como falar numa gestão que se diz excelente se ela não for capaz de gerar resultados para a organização? São os resultados que dirão se sua gestão realmente é excelente. Não adianta definir e estruturar tudo que falamos até aqui, sem que cada ação esteja vinculada a um resultado que seja no mínimo bom para a organização.

E, talvez, você esteja se perguntando: como saber se um resultado é excelente? Simples, basta que os resultados estejam realmente alinhados aos processos gerenciais, ou seja, que os resultados reflitam as ações e decisões. Ainda, os resultados devem ser contínuos, devem apresentar tendência favorável e, para isso, são necessários pelo menos três períodos consecutivos de monitoramento. Por fim, devem ser comparados com resultados de outras organizações, preferencialmente, similares e que sejam referência em sua área de atuação.

Bruno Fremdling

Sobre o Autor: Bruno Fremdling

Bacharel em Administração na Universidade Federal do Ceará, pós-graduado em Gestão da Qualidade e Engenharia de Produção pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação. Atuou em mais de 100 organizações e agora é diretor e consultor da Agnus Consultoria Empresarial e professor da Unifor. Tem experiência com Sistemas de Gestão Integrado (qualidade, meio ambiente, responsabilidade social e saúde e segurança no trabalho), Planejamento Estratégico, Balanced Scorecard, 5S, MASP, Six Sigma, CEQ, Coaching e outros.
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