Tomada de decisões O gestor de finanças deve se antecipar para que possa tomar melhores decisões. Isso pode ser feito, por exemplo, através da análise de cenários, observando a volatilidade do mercado, os riscos envolvidos nos investimentos, avaliando o custo de financiamentos, dentre outras questões. Todas as importantes decisões relacionadas às finanças dependerão de variáveis complexas, que precisam estar alinhadas com a estratégia do negócio. A análise de investimentos é um dos mais importantes papéis do gestor financeiro e envolve diversos indicadores de performance, como o Playback, TIR (taxa interna de retorno), VPL (valor presente líquido), dentre outros, e para que as decisões sejam concretizadas, o gestor financeiro precisa se munir de informações provenientes de projeções financeiras, por meio de diversos métodos de análise de investimentos, bem como estar a par da estratégia do negócio.

Melhor decisão

Somente após a análise de cada cenário e suas variáveis é que será possível decidir qual será a melhor escolha. Mas, como saber qual a melhor? Será aquela que apresentar maior retorno, ou seja, que traga melhor rentabilidade no menor tempo, com menor risco e que esteja totalmente alinhada com a estratégia do negócio. A melhor decisão deve fazer com que a empresa cumpra seu papel diante de seus stakeholders (investidores, clientes, fornecedores, dentre outros) e com a sociedade como um todo. A estrutura financeira da empresa também deve ser constantemente avaliada pelos gestores financeiros. Os níveis de endividamento com terceiros (passivos) devem ser monitorados bem como o custo deste capital, tendo em vista que o mesmo onera a empresa e, a depender do modo como foram negociados estes contratos, poderão fazer com que a empresa perca competitividade no mercado.

Conhecimentos e experiências

A apuração mensal e análise do resultado econômico e financeiro também é fator primordial para que as decisões estratégicas em finanças sejam assertivas. Conhecer o lucro operacional através da DRE – Demonstração do Resultado do Exercício, projetar cenários financeiros através do Fluxo de Caixa Projetado, entender os ciclos operacional, econômico e financeiro do negócio, conhecer a necessidade de capital de giro, apurar e analisar periodicamente o EBITDA (representa a geração de caixa operacional da organização), entender e avaliar riscos e cenários, dentre outros fatores, compõem o acervo de conhecimentos e experiências necessárias a que sejam tomadas decisões estratégicas em finanças.">
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IEL
O maior desafio da indústria nacional, a inovação disruptiva

A busca incessante pela melhoria dos seus processos produtivos tem feito com que a inovação, historicamente, sempre tenha estado presente no dia a dia das indústrias brasileiras. Ainda nos anos 1980, muitos fabricantes de bens de consumo promoveram consistente passo evolutivo que elevou de forma consistente o nível de qualidade de suas atividades, a aquisição dos equipamentos de inserção automática de componentes.  Através desta nova tecnologia foi possível a redução do tempo de ciclo produtivo e, simultaneamente, a diminuição dos índices de desperdícios, um evidente exemplo de inovação radical, aquela associada aos grandes saltos tecnológicos que propiciam mudança significativa no processo até então vigente. Os benefícios foram evidentes e, desde então, sua presença passou a ser essencial em qualquer organização que possui linhas produtivas estruturadas em seus processos industriais.

Internet das coisas

Em tempos de internet das coisas, onde a conectividade entre os equipamentos através, principalmente, da intensa troca de informações, potencializou de maneira significativa a aplicabilidade dos conceitos que fundamentam a inteligência artificial, não é difícil identificar que o próxima passo inovador na indústria nacional terá estreita relação com a mesma realidade vivida quase 30 anos atrás quando houve a substituição dos processos de inserção manual de componentes. Naquela oportunidade, assim como na atual, o crescimento percentual da quantidade de dados que passaram a estar disponíveis foi extremamente alto. Diante disso, a inclusão de um novo requisito gerador de riqueza aos processos industriais consistirá em um importante exemplo de inovação incremental, aquela que diz respeito a uma evolução tecnológica de menor impacto.

Ainda que possa parecer paradoxal, o nível de inovação da indústria brasileira sempre esteve muito próxima aos das melhores práticas adotadas por empresas de nível mundial. Já faz bastante tempo que a globalização tem estado presente na indústria. A evolução tecnológica certamente contribuiu de maneira decisiva para tal, mas mais ainda a alta capacitação de nossos profissionais. A estruturação e implementação de robustas metodologias de gestão da produção contribuiu fortementente para a adoção dos conceitos do lean production, filosofia inspirada em práticas do sistema Toyota, a chamada produção enxuta com baixíssimos índices de desperdícios. Um claro exemplo da existência de um sistema de melhoria contínua, algo que tantas vezes costuma ser confundido com inovação.  

A busca por uma inovação disruptiva 

Ainda que tudo pareça muito bem azeitado, a indústria nacional parece carecer de uma mudança que propicie efetiva quebra de paradigmas em sua atual realidade. Segundo Clayton Christensen “
….ainda que uma empresa seja bem administrada, também corre riscos de sobrevivência, caso sua administração esteja estreitamente comprometida com modelos e formas tradicionais para desenvolver seus projetos e negócios, sem que considere o valor potencial de uma tecnologia disruptiva…”. Daí é que vem, justamente o maior desafio das organizações, a busca por uma inovação disruptiva, algo que esteja associada de forma mais incisiva com a atuação em um novo mercado, ou nova aplicação e/ou novo uso para determinado nicho, sem que haja estreita relação com excelência operacional ou tecnológica e/ou alinhado ao desempenho esperado pelos consumidores tradicionais, mas considerando potencialidades e/ou características únicas que poderão se tornar novos drivers de mercado.

Entender os conceitos que fundamentam a inovação e o papel que pode ser exercido por seus colaboradores parece ser a questão crítica que poderá propiciar a construção de caminho voltado para a perpetuação da indústria local como importante player mundial, sim já o fomos, uma alternativa consistente para que possamos gerar maior valor aos produtos nacionais e deixarmos, definitivamente, para um passado distante, a condição de meros apertadores de parafusos.

José Renato Sátiro Santiago Jr.

Sobre o Autor: José Renato Sátiro Santiago Jr.

Doutor e Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo - USP, com pós-graduação em Marketing pela ESPM e em Engenharia de Qualidade pela Universidade de São Paulo - USP. Graduado em Engenharia Elétrica pela Centro Universitário FEI. Consultor nas áreas de Gestão do Conhecimento, Inovação, Capital Intelectual, Gestão de Pessoas, Gestão de Projetos e Lições Aprendidas. Autor de centenas de artigos e livros corporativos, dentre os quais se destacam “Superando os Maiores Desafios Corporativos”, “Gestão do Conhecimento – A Chave para o Sucesso Empresarial”, “Capital Intelectual – O Grande Desafio das Organizações” e “Buscando o Equilíbrio”. Administrador do site www.jrsantiago.com.br, no qual publica e discute temas e conceitos relacionados a Gestão de Projetos, Inovação, Processos e Pessoas.
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